quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Astronautas americanos na Estação Espacial Internacional já votaram, diz Nasa

0 comentários

 Os astronautas americanos Sunita Williams e Kevin Ford, tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS), votaram antecipadamente nas eleições presidenciais dos EUA - que estão sendo realizadas nesta terça-feira - quando se preparavam para ir ao espaço, informou a Nasa.
Segundo a agência espacial americana, Sunita Williams, comandante da tripulação de seis pessoas na ISS, um complexo que orbita a 390 quilômetros da Terra, e o especialista de missão Kevin Ford votaram direto da Rússia, onde se alistavam para ir ao espaço.
Williams votou em julho, antes de partir em direção à ISS, enquanto Ford votou há um mês, antes de se juntar à tripulação orbital da ISS.
Nesta terça-feira, os americanos decidem se reelegem por mais quatro anos o atual presidente, o democrata Barack Obama, ou se entregam a Casa Branca ao seu oponente republicano, o ex-governador e empresário Mitt Romney.
Uma lei promulgada em 1997 no Texas (EUA.), onde se encontra o Centro Espacial Johnson de controle de missões da ISS, autorizou o voto dos astronautas que se encontram no espaço. Esse é o caso de David Wolf, que emitiu seu voto enquanto estava na estação espacial russa Mir.
De acordo com a Nasa, poucos astronautas votaram do espaço, como Michael Fincke na eleição presidencial de 2008.
O porta-voz da Nasa no Centro Espacial Johnson, Jay Bolden, também ressaltou que os astronautas têm a opção de enviar seu voto ao controle da missão.
"É um voto seguro, que depois é enviado diretamente às autoridades eleitorais", acrescentou Bolden em declarações ao site "Space.com".
No pleito de hoje, os americanos também renovarão todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço das 100 que compõem o Senado, além da escolha dos governadores de 11 estados e dois territórios livres associados (Porto Rico e Samoa). EFE

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Serviço da Nasa avisa quando estação espacial é visível

0 comentários

O turismo espacial ainda é um sonho para a maioria dos mortais, mas para os interessados em observar a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), a Nasa está pronta para ajudar.
Para comemorar os 12 anos em que os astronautas vivem e trabalham no laboratório espacial em órbita, a Nasa lançou, nesta sexta-feira, um serviço que informa aos interessados quando a ISS é visível.
Aqueles que se cadastrarem receberão um e-mail ou mensagem de texto com algumas horas de antecedência. No momento informado, pode-se sair de casa e olhar para o céu, sem a necessidade de qualquer equipamento especial.
"É impressionante ver a estação espacial voar acima de nós e perceber que o homem construiu um complexo orbital que pode ser visto da Terra por quase todos os que respeitarem o momento indicado", comentou William Gerstenmaier, administrador associado da Nasa para a exploração humana e operações.
A ISS costuma ser visível ao amanhecer ou entardecer, quando a Lua é o corpo celeste mais luminoso, assinala a Nasa. A estação é vista como um ponto de luz que se move rapidamente, semelhante a Vênus.
O serviço Spot the Station está disponível para todos, afirma a agência, segundo a qual a trajetória da estação cobre mais de 90% da população terrestre. O cadastro deve ser feito na página spotthestation.nasa.gov.

Astronautas começar a fechar vazamento de amoníaco na ISS

0 comentários

 A astronauta americana Sunita Williams e o japonês Akihiko Hoshide começaram nesta quinta-feira uma caminhada espacial não prevista no programa de sua missão para fechar um vazamento de amoníaco em um radiador da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
"Os astronautas abriram a escotilha exterior às 10h29 (horário de Brasília)", informou em Moscou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.
Os dois ocupantes da plataforma orbital permanecerão no exterior da ISS durante aproximadamente seis horas e meia no que a Nasa descreveu como uma atividade rotineira que não traz grandes dificuldades, segundo as agências russas.
O amoníaco é um elemento fundamental que circula através dos sistemas externos de controle térmico da estação para esfriar e manter na temperatura adequada a eletrônica e outros sistemas da estação.
O objetivo da atividade extraveicular de hoje é precisamente fechar a fuga do sistema de esfriamento que se encontra no exterior do segmento americano da estação.
A princípio, a caminhada espacial estava prevista para 2013, mas a Nasa mudou de planos após detectar um aumento no vazamento que, segundo calcularam os controladores de voo, poderia afetar o funcionamento do canal gerador de eletricidade 2B no final do ano.
O gerador tem capacidade para alimentar um grande número de componentes da estação e se ficasse fora de serviço poderia provocar um superaquecimento nos sistemas que afetaria todo o complexo espacial.
Esta é a terceira saída que Williams e Hoshide realizam durante a atual missão, quando inicialmente só tinham previsto realizar uma em agosto para substituir um comutador de energia elétrica. EFE

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Nasa afirma que Ártico encolhe, enquanto a Antártida se expande

0 comentários


 Os satélites da Nasa (agência espacial americana) mostraram dois fenômenos opostos ao detectar que a camada de gelo do Ártico diminui, enquanto a Antártida se expande, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.
"Houve um aumento geral na camada de gelo marinho na Antártida, que é o contrário do que acontece no Ártico", afirmou Claire Parkinson, cientista do Centro Goddard da Nasa e autora principal do estudo.
A Nasa indica que entre 1978 e 2010 a extensão da Antártida cresceu em 17 mil quilômetros quadrados a cada ano, mas "esta taxa de crescimento não é tão grande como a diminuição no Ártico", disse a cientista, destacando a diferença geografia que têm os pólos da Terra.
Segundo os dados do estudo, a extensão da camada de gelo do Oceano Ártico em setembro de 2012 era de 3,40 milhões de quilômetros quadrados abaixo da média calculada entre setembro de 1979 a 2000, ou seja, que a área de gelo perdido equivale a aproximadamente duas vezes o Alasca.
O Oceano Ártico está rodeado pela América do Norte, a Groenlândia e a Eurásia, grandes massas de terra que apanham a maioria do gelo que se concentra e se retira ciclicamente segundo a época do ano.
Porém, uma grande parte do gelo mais antigo desapareceu nas últimas três décadas e a cobertura do gelo de verão ficou exposta à água escura do oceano, que absorve a luz solar e se aquece, o que leva à perda de mais gelo.
Pelo contrário, a Antártida é um continente rodeado de águas abertas que permitem ao gelo marinho expandir-se durante o inverno, mas também oferecem menos proteção durante a temporada de degelo.
A maior parte da coberta gelada do Oceano Austral cresce e se retira a cada ano, dando lugar a pouco gelo marinho perene na Antártida.
Os autores do estudo acreditam que o padrão misto de crescimento do gelo e a perda de gelo ao redor do Oceano Antártico poderiam ocorrer devido a mudanças na circulação atmosférica.
"O clima não muda de maneira uniforme. A Terra é muito grande e a expectativa, sem dúvida, seria que houvesse mudanças diferentes nas distintas regiões do mundo", comentou Claire, ressaltando que a descoberta não desaprova a teoria da mudança climática.
Segundo a Nasa, este estudo, que usou dados de altimetria laser do satélite ICESat, é o primeiro a calcular a espessura do gelo marinho no Oceano do Sul inteiro a partir do espaço. EFE

Buraco na camada de ozônio sobre Antártida em 2012 foi segundo menor em 20 anos

0 comentários

Imagem da Nasa mostra dois momentos do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, em setembro de 2002 (D) e em 2001
                 
O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, que se forma anualmente entre setembro e outubro, foi em 2012 o segundo menor em 20 anos devido a temperaturas menos frias, informou esta quarta-feira a Agência Americana Oceanográfica e Atmosférica (NOAA).
Sua superfície média foi de 17,9 milhões de km2, detalhou a NOAA (na sigla em inglês), que estabelece estas medições graças a um satélite da Nasa.
"As temperaturas foram um pouco mais quentes este ano na alta atmosfera, sobre a Antártida, o que permitiu uma destruição menor do ozônio em comparação com o ano passado", explicou Jim Butler, do laboratório de pesquisas sobre o sistema terrestre da NOAA.
O buraco de ozônio na Antártida alcançou este ano um máximo para a estação em 22 de setembro, com 21,2 milhões de km2, o que equivale à superfície de Estados Unidos, Canadá e México somados.
Comparativamente, o maior buraco medido nesta camada teve extensão de 29,9 milhões de km2 no ano 2000.
O buraco começou a se formar a cada ano nos pólos desde a década de 1980 devido aos componentes clorados (clorofluocarbonos, conhecidos como CFC) usados pelo homem no sistema de refrigeração e aerossóis.
A produção de CFC foi agora reduzida praticamente a zero, graças ao protocolo internacional firmado em 1985 em Montreal, mas estas substâncias químicas persistem muito tempo na atmosfera.
O ozônio, uma molécula composta de três átomos de oxigênio, se forma na atmosfera, onde filtra os raios ultravioleta do sol que danificam a vegetação e podem provocar câncer de pele. O frio intenso se mantém como fator principal deste escudo natural.
Sob o efeito do frio, o vapor d'água e as moléculas de ácido nítrico se condensam para formar nuvens nas camadas baixas da estratosfera. Nestas nuvens se forma cloro, o que contribui para a destruição do ozônio.
Apesar da aplicação do Protocolo de Montreal há mais de duas décadas, talvez seja necessário passar 10 anos mais antes que se comece a regenerar a camada de ozônio da Antártida, segundo cientistas do NOAA.
Paul Newman, cientista deste organismo, calcula que a camada de ozônio da Antártida não recuperará seus níveis de princípio dos anos 1980 antes de 2060.

Nuvem de lixo espacial pode ameaçar ISS

0 comentários

Uma nuvem de lixo espacial formada depois da explosão, este mês, da unidade de aceleração de um foguete Proton-M, pode representar uma ameaça à Estação Espacial Internacional (ISS), informou nesta quinta-feira uma fonte do setor espacial russo, citada pela agência Interfax.
A unidade de aceleração russa explodiu em 16 de outubro passado. O foguete portador Proton-M, lançado em agosto foi incapaz de colocar em órbita dois satélites de telecomunicações por causa da falha técnica.
A nuvem é uma das maiores dos últimos anos e se soma a outros milhares de dejetos que já flutuam na órbita terrestre, um fenômeno que preocupante para os satélites e a Estação Espacial Internacional.
Segundo a Nasa, mais de 21.000 dejetos de mais de 10 centímetros flutuam atualmente no espaço.

Nave com três astronautas acopla com ISS

0 comentários

Um foguete russo Soyuz com três astronautas a bordo - dois russos e um americano - acoplou com sucesso, nesta quinta-feira, com a Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou o Centro Russo de Controle de Voos Espaciais (TSUP), nos arredores de Moscou.
O Soyuz TMA-06M, que transportava os russos Oleg Novitski e Evgueni Tarelkin, além do americano Kevin Ford, se acoplou às 12h29 GMT (09h29 locais) à ISS, onde os três astronautas realizarão uma missão de quatro meses, informou o centro, citado pela agência de notícias oficial Itar-Tass.
Os astronautas decolaram na terça-feira da base espacial russa de Baikonur, nas estepes do Cazaquistão.
Com sua chegada à ISS, os três homens se somam ao americano Sunitha Williams, ao russo Yuri Malenchenko e ao japonês Akihiko Hohide, que chegaram à estação em julho e devem voltar à Terra em meados de novembro.
A Rússia é o único país capaz de levar astronautas para a ISS depois que, em janeiro de 2011, foi aposentado o último ônibus espacial americano.
No entanto, há pouco mais de um ano, viveu uma série de fracassos no setor espacial, que levou à perda de vários satélites e outros aparelhos, especialmente uma nave de carga que devia abastecer a ISS.