quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Projeto Gaia vai fazer mapa 3D da Via Láctea

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Villanueva da Cañada (Espanha), 23 out (EFE).- O projeto Gaia da Agência Espacial Europeia fará um censo das bilhares de estrelas existentes na Via Láctea graças à maior câmera digital já construída para uma missão espacial - com 1 bilhão de pixels - um "olho gigante" que vai redefinir a nossa galáxia.
"Os instrumentos de Gaia são tão precisos que, se estivesse na Terra, seria capaz de medir o polegar de uma pessoa situada na superfície da Lua", informou a Agência Espacial Europeia (ESA).
Seu lançamento está previsto para o final de 2013 na Guiana Francesa, e a comunidade científica prevê que esta missão descubra centenas de milhares de novos corpos celestes, de planetas extra-solares a anãs marrons, e vai contribuir para pôr a toda prova a teoria geral da relatividade de Albert Einstein.
Gaia vai determinar com precisão a magnitude, posição, distância e deslocamento de cada objeto analisado, e para isso vai observar cada um dos astros mais de 70 vezes ao longo de um período de cinco anos.
Esta informação permitirá fazer um mapa tridimensional das estrelas da Via Láctea - o resultado final está previsto para 2021 -, o que vai ajudar a entender melhor sua composição, formação e evolução.
Este satélite estudará as estrelas desde uma órbita a 1,5 milhões de quilômetros, e espera-se que descubra a cada dia, uma média de 10 estrelas rodeadas pelo seu próprio sistema planetário, 10 supernovas em outras galáxias e um grande número de quasares alimentados por buracos negros supermassivos, entre outros.
Se estima que serão detectados cerca de 15 mil exoplanetas. Na atualidade já se observam ao redor de 800.
O satélite Gaia enviará dados diários e para receber seu sinal serão usadas as estações de acompanhamento de Cebreros (Espanha) e Nova Norcia (Austrália).
Ao longo dos cinco anos da missão, serão enviados o equivalente a quase 45 mil DVDs convencionais de dados.
Equipada com dois telescópios com longitude focal de 35 metros e um espectrômetro para calcular a velocidade radial das estrelas mais brilhantes, Gaia conta com a maior câmera digital já construída para tornar possível sua missão, equipada com 106 detectores CCD, uma versão avançada dos sensores das câmeras normais.
Cada sensor de Gaia é um pouco menor que um cartão de crédito e mais fino que o cabelo humano.
Hoje, na sede da ESA em Madri, os responsáveis da indústria espanhola e cientistas envolvidos neste projeto explicaram que o seu objetivo é aprofundar o conhecimento sobre a formação da Via Láctea e que o projeto vai a representar um marco nas ciências astronômicas.
Atualmente, Gaia está sendo submetida a testes e se prevê que no verão de 2013 possa estar na Guiana.
A missão vai custar 650 milhões de euros, "pouco mais de um euro por cada cidadão europeu", segundo seus responsáveis.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Novo satélite de pequeno porte da ESA estudará planetas de outras estrelas

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A Agência Espacial Europeia (ESA) decidiu iniciar um programa de pesquisa que tem como objetivo construir um pequeno satélite cuja missão será estudar planetas de outras estrelas para poder compreender sua formação, especialmente a dos que têm tamanhos muito superiores ao da Terra.
O satélite de prospecção e caracterização de exoplanetas, batizado "Quéops", deveria ser lançado em 2017, informou nesta sexta-feira em comunicado a ESA, que optou em março pelo programa, dentro das 26 propostas que havia recebido para inaugurar a lista de suas missões de pequeno porte.
Seu alvo serão estrelas próximas e brilhantes que têm planetas girando em sua órbita, nas quais se pretende buscar sinais que revelem a trajetória desses planetas para que quando o "Quéops" estiver diante deles tome medidas precisas, por exemplo, de seu raio.
Nos planetas de que se sabe a massa se poderá calcular sua densidade, o que oferecerá indicações de sua composição. Com todos esses dados, os cientistas esperam avançar na análise de como se formaram os planetas várias vezes maiores que o nosso, que a ESA chama de "super-Terras".
O diretor da exploração científica e robótica da ESA, Álvaro Giménez Cañete, destacou que ao se concentrar em estrelas com exoplanetas, "'Quéops' permitirá aos cientistas realizar estudos comparativos de planetas (...) com uma precisão que não se temdo solo".
Sua missão é produto de um acordo entre a ESA e a Suíça, um país ao que se somarão outros da organização que darão "contribuições substanciais".
Trata-se da primeira das chamadas "pequenas missões" que serão caracterizadas pelo "baixo custo" e com um desenvolvimento rápido para permitir uma maior flexibilidade em resposta às novas ideias que chegam da comunidade científica. EFE

Brasil e Ucrânia se comprometem a lançar primeiro satélite conjunto em 2014

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A presidente Dilma Rousseff, e o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, se comprometeram nesta sexta-feira a lançar em 2014, da base brasileira de Alcântara, o primeiro satélite desenvolvido por ambos os países, informaram fontes oficiais.
Porta-vozes da presidência explicaram à Agência Efe que Dilma e Yanukovych conversaram por telefone durante 20 minutos e que ambos concordaram que a associação entre os dois países no setor aeroespacial tem um caráter "estratégico".
Brasil e Ucrânia se associaram em 2003 para o projeto conhecido como "Cyclone-4", que propõe um plano de cooperação para o desenvolvimento de um lançador de foguetes que operará na base de Alcântara, no Maranhão.
A base fica situada quase na linha do Equador, o que, segundo especialistas, é uma vantagem para o lançamento de satélites.
O projeto prevê um investimento de US$ 588 milhões, divididos em partes iguais, e constitui uma aposta brasileira para entrar no seleto "clube" de países capazes de pôr satélites em órbita, que até agora só inclui os Estados Unidos, a China, a França, a Índia, Israel, o Japão, a Rússia e a própria Ucrânia.
O primeiro lançamento estava previsto inicialmente para 2013, mas o projeto sofreu vários adiamentos, sobretudo por questões financeiras.
Durante a conversa de hoje, Yanukovych também convidou Dilma a fazer uma visita oficial à Ucrânia em 2013, proposta "aceita" pela presidente, segundo as fontes.
A data da visita será negociada posteriormente, mas a chefe de Estado já adiantou que pretende viajar para a Ucrânia acompanhada de uma grande delegação de empresários, para que explorem as possibilidades de negócios que existem entre os dois países. EFE

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Passagem de Vênus diante do Sol atrai astrônomos de todo o mundo

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Astrônomos do mundo inteiro se preparam para observar, entre esta terça e quarta-feira, um fenômeno excepcional que só voltará a ocorrer em 105 anos.
O trânsito de Vênus entre a Terra e o Sol, de quase sete horas de duração, será visto como um ponto preto na superfície solar, mas os especialistas advertem que só deve ser observado com mecanismos que bloqueiem a luz solar aprovados para evitar risco de cegueira.
O início do fenômeno será visível na América do Norte (em todos os Estados Unidos, no centro e no leste do Canadá), em toda a América Central e no Caribe e no norte da América do Sul (na parte central e norte do Peru, em Equador, Colônia e na Venezuela, em quase todo o território), na tarde de 5 de junho, desde que o tempo fique aberto. O final do fenômeno não será visto nestas regiões por causa do pôr-do-sol.
Toda a passagem de Vênus diante do Sol poderá ser vista no leste da Ásia e na região do Pacífico Ocidental. Em Europa, Oriente Médio e sul da Ásia serão visíveis as etapas finais da passagem, à medida que for amanhecendo na região, na quarta-feira.
A maior parte da América do Sul, assim como o oeste e o sudoeste da África, não chegarão a observar o fenômeno.
A agência espacial americana (Nasa) prometeu "a melhor vista possível do evento" através de imagens em alta resolução captadas de seu Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), em órbita ao redor da Terra.
"Uma passagem assim é um espetáculo maravilhoso e raro. Se levarmos em conta a imensidão do céu, é bastante incomum que um planeta passe em frente ao disco do Sol e é preciso esperar 2117 para (ver) o próximo", disse o co-pesquisador do SDO, Richard Harrison.
A sonda Venus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), é a única nave na órbita de Vênus atualmente e usará a luz do Sol para estudar a atmosfera desse planeta.
A ESA e a agência espacial do Japão também têm satélites na órbita terrestre para observar a passagem de Vênus diante do Sol.
E o telescópio espacial Hubble, da Nasa, que não pode observar o Sol diretamente, usará a Lua como um espelho para captar a luz solar refletida e aprender mais sobre a atmosfera de Vênus.
Muitas universidades e centros de estudos, como a Universidade Autônoma do México e o Museu Aeroespacial em Washington, programaram observações e conferências de astronomia para o público.
Para aqueles que quiserem ver o fenômeno em seus 'smartphones', há um aplicativo disponível para acompanhamento da passagem em http://tov2012.esri.com, segundo a associação internacional Astrônomos sem Fronteiras.
Os cientistas asseguram que estudar o trânsito incentivará esforços futuros para identificar planetas distantes e aprender mais sobre suas atmosferas.
Só seis passagens de Vênus diante do Sol foram registrados dos 53 ocorridos entre 2000 a.C. e 2004 d.C, quando ocorreu o último.
A próxima passagem de Vênus entre o Sol e a Terra ocorrerá em 2117, dentro de 105 anos. Esses trânsitos acontecem duas vezes a cada oito anos e, depois, não são registrados por mais de um século.
O último trânsito de Vênus entre o sol e a Terra aconteceu em 2004 e nenhum fenômeno foi verificado em todo o século XX.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Lançamento de foguete privado inicia nova era na exploração espacial

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Washington, 22 mai (EFE).- A privatização da exploração espacial deu um salto crucial nesta terça-feira com o lançamento da Dragon, a primeira cápsula comercial que levará meia tonelada de provisões à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Após dois adiamantes e um lançamento abortado neste mês, um foguete Falcon 9, da empresa Space Exploration Technologies (SpaceX), decolou às 04h44 (de Brasília) do Cabo Canaveral, na Flórida, levando a cápsula não tripulada.
A Nasa (agência espacial americana), que no ano passado pôs fim à era dos ônibus espaciais com os quais construiu a ISS, assinou um contrato de US$ 1,6 bilhão com a SpaceX para uma dúzia de missões de reabastecimento da estação que orbita a cerca de 385 quilômetros da Terra.
O foguete Falcon 9 foi lançado quando a ISS orbitava sobre o Atlântico Norte, e, dez minutos depois, a confirmação que a cápsula Dragon tinha alcançado sua órbita causou euforia na sala de controle de missão e entre os jovens técnicos da SpaceX.
"O significado deste dia não pode ser exagerado", disse o administrador da Nasa, Charles Bolden, após o lançamento do foguete. "Estamos transferindo ao setor privado nosso transporte à ISS de modo que a Nasa possa concentrar-se no que fazemos melhor: a exploração mais profunda de nosso sistema solar".
Por sua parte, o multimilionário sul-africano Elon Musk, fundador, executivo principal e designer-chefe da SpaceX, disse em entrevista coletiva que, após todos os adiamentos "o lançamento de hoje foi uma grande alegria. Para nós foi como ganhar a final de um torneio de futebol".
Se tudo funcionar como está programado, no terceiro dia de sua missão a Dragon, que leva mais de meia tonelada de alimentos, roupas e equipamentos de laboratório, se acoplará à ISS e ali permanecerá durante 18 dias.
A cápsula tem capacidade para 3,3 toneladas de carga, mas dado que esta é uma missão de teste, transporta apenas materiais importantes, mas não críticos, segundo a Nasa.
Desta forma, a ISS, na qual os Estados Unidos investiram US$ 50 bilhões dos mais de US$ 100 bilhões que custa, e os seis astronautas que vivem ali receberão os primeiros abastecimentos transportados por uma nave de empresa privada.
Musk, de 40 anos de idade, que fundou a SpaceX em 2002 e possui mais de 70 milhões de ações da empresa, foi co-fundador do sistema de pagamentos pela internet PayPal (agora parte do eBay), e é o executivo principal de Tesla Motors, que fabrica automóveis elétricos.
De acordo com o site SharesPost, a SpaceX, na qual Musk investiu US$ 100 milhões, tem um valor de US$ 2,37 bilhões, e o empresário indicou em fevereiro que provavelmente em 2013 fará a primeira oferta pública de ações.
Na semana passada, em comunicado de imprensa, a SpaceX anunciou que tem mais de US$ 4 bilhões em receita sob contrato, incluindo seus negócios com o governo e as vendas comerciais.
A exploração espacial, que germinou e cresceu durante a Guerra Fria, foi majoritariamente uma empresa vinculada aos programas militares e até agora apenas veículos desenvolvidos pelos governos de EUA, Europa, Japão e Rússia atracaram na ISS.
Porém, nenhuma dessas naves tem a capacidade para trazer de volta à Terra quantidades significativas dos experimentos científicos realizados na ISS, como tinham os ônibus espaciais, e como tem a Dragon.
A Dragon transporta ainda as esperanças de centenas de estudantes que elaboraram projetos de pesquisa e experimentação, em sua maioria de biologia e química, para que sejam realizados na ISS. EFE

Astrônoma para de procurar ETs para arrecadar fundos

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A astrônoma americana Jill Tarter, famosa por explorar durante décadas os céus em busca de sinais de vida em outras partes do cosmo, e cujos esforços inspiraram o filme "Contato", deixará a pesquisa para se dedicar à arrecadação de fundos.
Tarter anunciou na terça-feira que deixará o cargo de diretora do Instituto SETI (acrônimo em inglês para "busca de inteligência extraterrestre"), centro de pesquisas sem fins lucrativos, localizado no norte da Califórnia, para se concentrar na arrecadação de recursos para a instituição.
A trajetória de 35 anos de Tarter, inspiração do personagem de Jodie Foster no filme escrito por Carl Sagan e dirigido por Robert Zemeckis, em 1997, será homenageada no SETIcon, segunda reunião anual de cientistas, artistas e membros da indústria do entretenimento, que será celebrada no coração do Vale do Silício, em junho.
Os oradores da homenagem a Tarter, prevista para 23 de junho, incluem a astronauta Mae Jemison, o ator Robert Picardo, da série de TV "Star Trek: Voyager", e Frank Drake, autor da Equação de Drake, que estima o número de civilizações extraterrestres detectáveis na Via Láctea.
Tarter, de 68 anos, começou a trabalhar no programa SETI, da Nasa, na década de 1970, integrando uma pequena equipe de cientistas que desenvolviam formas de buscar sinais alienígenas com ondas de rádio.
A astrônoma continuou os esforços de busca no Instituto SETI após a retirada da Nasa do programa, em 1993.
Tarter foi incentivada em seus objetivos pelas descobertas do telescópio Kepler, da Nasa, que descobriu milhares de novos sistemas planetários.
"É muito emocionante, depois de todo esse tempo, saber onde procurar", disse à AFP.
"Todos estamos na expectativa com relação ao Terra 2.0, um planeta parecido à terra", continuou. "Todo mundo tem esta sensação de que está ali na esquina, quase de pode sentir".
O astrofísico Gerry Harp assumirá o cargo de diretor do Instituto SETI.

Eclipse solar 'anel de fogo' assombra milhões da Ásia aos Estados Unidos

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Ponto alto do eclipse 'anel de fogo', registrado em Tóquio

Milhões de pessoas assistiram a um espetáculo único entre domingo e segunda-feira, quando um eclipse solar anular, um fenômeno raro no qual a Lua passa diante do Sol, deixando visível um "anel de fogo", cruzou o Pacífico da Ásia até os Estados Unidos.
O eclipse anular ficou visível primeiro em regiões de China, Taiwan e Japão, onde já era madrugada de segunda-feira. Em seguida, atravessou o Pacífico até chegar à região oeste dos Estados Unidos, onde pôde ser visto da Califórnia ao Texas, no entardecer de domingo.
"Foi impressionante", disse o estudante Marcos Doporto em Albuquerque, Nuevo México (sudoeste), uma das maiores cidades dos Estados Unidos situada na rota exata deste eclipse parcial do Sol, visível durante quatro minutos em seu ponto culminante.
Um eclipse anular ocorre quando a Lua passa diante do Sol, mas está longe demais da Terra para bloqueá-lo completamente, deixando visível um "anel de fogo".
Na Ásia, nuvens em grande parte do sudeste da China impediram uma visão clara, embora os madrugadores de Hong Kong tenham conseguido ver uma pequena parte do eclipse anular.
No entanto, muitos em Tóquio puderam apreciar o belo espetáculo. A capital japonesa, onde moram 30 milhões de pessoas, teve a primeira visão do fenômeno em 173 anos. O fênemeno desencadeou uma grande venda de pacotes turísticos para a ocasião e de óculos especiais para a observação.
Para quem não conseguiu testemunhar pessoalmente, os canais de televisão mais importantes do país exibiam o fenômeno ao vivo.
A gigante da eletrônica Panasonic enviou uma expedição ao topo do monte Fuji, a montanha mais alta do Japão, com 3.776 metros, para filmar o fenômeno usando equipamentos de energia solar.
Em Hong Kong, milhares de madrugadores foram até o passeio marítimo Victoria Harbour com a esperança de ver o espetáculo, mas o céu encoberto só permitiu que apreciassem o fenômeno por um minuto.
Um dos melhores lugares da América do Norte para ver o eclipse completo era a cidadezinha de Kanarraville, em Utah (oeste), onde a população local de 350 pessoas recebeu a visita de milhares de observadores.
Em Los Angeles, milhares de pessoas se reuniram para ver o eclipse mais espetacular da cidade em 20 anos no Observatório Griffith, localizado em uma colina com vista para a cidade, perto do emblemático letreiro de Hollywood.