terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Descoberta de lago na Antártida pode ajudar a encontrar vida extraterrestre

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Moscou, 15 fev (EFE) - A descoberta do lago Vostok, localizado na Antártida e que fica a quatro mil metros sob o gelo, é o primeiro passo para encontrar vida em outros planetas, como Marte, onde as condições são parecidas com as do continente gelado, disse à Agência Efe o chefe da expedição antártica russa.

"Na estação russa de Vostok, a temperatura chega a 89,2 graus negativos, e em Marte é de 90 graus abaixo de zero", afirmou Valery Lukin, subdiretor do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas (IIAA).




O cientista russo destacou que "os equipamentos usados para perfurar o gelo que cobria o lago e desenhados com esse único fim pelo Instituto de Engenharia de Minas de São Petersburgo foram um sucesso, por isso essa tecnologia poderia ser utilizada agora para explorar outros planetas".
"O lago da vida", como foi batizado pela comunidade científica, e que tem cerca de 300 quilômetros de comprimento, 50 quilômetros de largura e quase mil metros de profundidade em algumas regiões, pode ter a água mais pura do planeta, espécies desconhecidas ou muito antigas".
"Provavelmente é a água mais antiga e pura do planeta. Não temos provas concretas, mas sim informações de que a superfície é estéril, apesar de esperarmos encontrar formas de vida como termófilos e extremófilos (microorganismos que vivem em condições extremas) no fundo do lago", comentou.
Lukin revelou que a expedição russa, cujas perfurações demoraram mais de 20 anos para alcançar a superfície do lago, encontraram "rastros do DNA de termófilos" a 3,6 quilômetros de profundidade, por isso é provável que haja vida nessa massa de água líquida formada há 40 milhões de anos.
"Se não encontrarmos nada, isso também seria uma descoberta. Mas se acharmos algum organismo, poderemos estudar a evolução de espécies que não tiveram nenhum contato durante milhares de anos com a atmosfera terrestre", disse.
O cientista também está convencido de que o Vostok será um "polígono promissor" para estudar as zonas polares de Marte e o satélite de Júpiter, o Europa, que abriga uma camada de gelo e, possivelmente, água.
"E se houver água, significa que também pode haver vida", disse, citado pelas agências russas.
De acordo com Lukin, os resultados da investigação no lago serão fundamentais também para o estudo da mudança climática na Terra durante os próximos séculos, pois o Vostok foi e continua sendo uma espécie de termostato isolado do resto da atmosfera e da superfície da biosfera.
Vários expedicionários russos vão hibernar na estação, mas ninguém tocará o lago até dezembro, quando a expedição será retomada.
"Se tudo correr bem, traremos amostras de água congelada à Rússia em maio de 2012. Aí saberemos se o Vostok é o lar de novos microorganismos, bactérias ou nada", disse.
O chefe da expedição antártica reconhece que alguns cientistas ocidentais se mostraram "céticos" com a descoberta e com o risco de que os russos infectem o lago, saturado de oxigênio com níveis de concentração 50 vezes superiores aos da água doce.
"Há muita disputa. Muitos países queriam ser os primeiros. Usamos equipamentos especiais de perfuração para não danificar o ecossistema do Vostok e respeitamos todos os protocolos internacionais da Antártida", garantiu Lukin.
Para a demonstração, o IIAA informou em seu relatório que 40 litros de água do lago foram bombeados à superfície, porém congelaram no caminho.
Os russos desenharam uma máquina dragadora térmica que utiliza fluido de silicone não contaminante depois que a secretaria do Sistema do Tratado Antártico pôs impedimentos à expedição russa por temer a contaminação do lago com o querosene usado pela perfuradora.
"Nem tudo se faz com dinheiro. Sem conhecimento, entusiasmo e capacidade, é impossível. Tenho certeza de que nem a revista britânica 'Nature' nem a americana 'Science' publicarão nossas conquistas, mas isso não importa", declarou.
Lukin garante que a Rússia é, pela primeira vez, líder mundial em algum campo científico desde que Yuri Gagarin se tornou o primeiro astronauta da história, em abril de 1961.
"É preciso reconhecer que a casualidade jogou a nosso favor. Os soviéticos não sabiam quando abriram a estação em 1957, e que justo debaixo dela havia um lago", confessa.
De qualquer forma, não faltaram elogios aos cientistas russos, que chegaram ao lago às 18h25 (de Brasília) do dia 5 de fevereiro, em particular por parte do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin - que foi presenteado com uma amostra de água do Vostok em um frasco de vidro hermeticamente fechado -, e do departamento de Estado americano.
O Vostok tem uma superfície de 15,6 quilômetros quadrados, parecida com a do Baikal, a maior reserva de água doce do mundo, e é o maior lago subterrâneo entre os mais de 100 que se encontram sob o continente.

Cientistas criam transístor do tamanho de um átomo

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Sydney (Austrália), 20 fev (EFE).- Cientistas australianos construíram o menor transístor do mundo a partir com um único átomo, o que representa um passo importante rumo ao desenvolvimento dos futuros computadores quânticos, informaram nesta segunda-feira (data loca) a imprensa local.
O diminuto aparelho eletrônico tem um único átomo de fósforo, o qual é colocado com muita precisão em um cristal de silício, publicou o portal de notícias do "Sydney Morning Herald".
No passado já tinham sido desenvolvidos aparelhos compostos por um único átomo, embora eles tivessem um erro de dez nanômetros no posicionamento de átomos, uma situação que afetava seu funcionamento.
O avanço dos cientistas australianos consistiu em colocar com "excelente precisão" o átomo de fósforo, assegurou a chefe do projeto e diretora do Centro de Computação Quântica da Universidade de Nova Gales do Sul e chefe do projeto, Michelle Simmons, segundo o SMH.
Para este projeto foi usado um microscópio de varrimento de efeitos para substituir um de seis átomos de silício por um de fósforo com uma precisão maior a meio nanômetro.
Assim, este único átomo de fósforo foi colocado entre dois pares de eletrodos, o primeiro a 20 nanômetros de distância e o outro a 100 nanômetros, explicou o SMH.
Ao aplicar voltagens ao longo dos eletrodos, o nanoaparelho operou como um transístor que amplia e muda os sinais eletrônicas, segundo a pesquisa publicada na revista "Nature Nanotechnology".
Este nanotransístor representa um grande passo rumo ao desenvolvimento de computadores quânticos, aparelhos de grande poder que permitirão realizar cálculos, quase de forma instantânea, que atualmente os computadores mais avançados não podem realizar.
Calcula-se que ainda deverão passar cerca de 20 anos antes que este tipo de computadores quânticos possam estar ao alcance do público. EFE

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Cientistas encontram a maior estrela do universo

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Cientistas encontraram o que pode ser a estrela com mais massa já descoberta, centenas de vezes maior que o próprio sol.
Segundo o astrofísico Paul Crowther, a estrela é duas vezes mais pesada que qualquer outra descoberta anteriormente, e é agora consideravelmente menor do que era antes, os cientistas estimam que a estrela R136a1 possui 265 vezes a massa do Sol, porém na época de seu “nascimento” esse número pode ter chegado a 320 vezes.

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“Na realidade, ela está queimando-se sozinha com tal intensidade que brilha com quase 10 milhões de vezes a luminosidade do sol”.
“Diferentemente dos seres humanos, essas estrelas nascem pesadas e perdem peso à medida que envelhecem ", disse o professor Crowther da Universidade de Sheffield.
O gigante foi identificado no centro de um aglomerado de estrelas na nebulosa de Tarântula, uma nuvem que se espalha por gás e poeira flutuando através de uma das galáxias vizinhas da Via Láctea.

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A estrela foi a mais maciça de vários gigantes identificado por Crowther e sua equipe em um artigo no periódico mensal da Royal Astronomical Society.


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Suíça estuda lançar 'aspirador' para limpar lixo espacial

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Cientistas suíços anunciaram nesta quarta-feira que planejam desenvolver uma máquina que funcionará quase como um aspirador de pó, capturando milhares de partes de satélites e foguetes abandonados a fim de limpar o espaço.
O Centro Espacial Suíço da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) anunciou o lançamento do 'CleanSpace' como o primeiro de uma série de satélites projetados para limpar lixo espacial.
Segundo a EPFL, "16.000 objetos maiores do que 10 centímetros de diâmetro e centenas de milhões de partículas menores rodeiam a Terra em velocidades de alguns quilômetros por segundo".
"Tornou-se essencial termos consciência da existência deste lixo e dos riscos que sua proliferação representam", afirmou Claude Nicollier, astronauta e professor da EPFL.
O centro espacial informou que está se posicionando além da retórica para "tomar uma ação imediata para tirar estas coisas de órbita".
O porta-voz do centro, Jerome Grosse, disse que duas opções são consideradas a respeito dos satélites limpadores.
Uma é de uma máquina capaz de capturar os destroços e depois queimá-los na atmosfera terrestre. A segunda é um modelo capaz de recuperá-los e depois ejetá-los na atmosfera, enquanto o limpador permanecer no espaço.
"Queremos oferecer e vender uma série completa de sistemas prontos, projetados da forma mais sustentável possível, que sejam capazes de tirar de órbita diferentes tipos de satélite", explicou o diretor do centro, Volker Gass.
"Agências espaciais estão, cada vez mais, considerando necessário levar em consideração e se preparar para a eliminação daquilo que elas enviam ao espaço. Queremos ser os pioneiros nesta área", acrescentou.
A EPL citou um estudo publicado em 2011 pela companhia de seguros Swiss Re, segundo o qual a cada ano há quase uma chance em 10.000 de um satélite com 10 metros quadrados colidir com um destroço espacial maior do que um centímetro.

Primeiro voo espacial privado à ISS pode ocorrer em março

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O primeiro voo de teste de uma nave espacial comercial à Estação Espacial Internacional (ISS) poderá ocorrer no fim de março, anunciou a Nasa nesta quinta-feira.
A nave espacial Dragon, propriedade da companhia SpaceX, poderá lançar-se a partir de 20 de março, apesar de não ser possível saber uma data mais concreta até o fim de algumas semanas, adiantou o porta-voz da Nasa, Mike Suffredini, aos jornalistas.
O lançamento, a primeira tentativa de uma companhia comercial de se acoplar ao laboratório orbital, foi inicialmente planejado para fevereiro, mas foi proposto por razões técnicas.
A Space X - propriedade de Elon Musk, empreendedor de internet e fundador do sistema de pagamentos online PayPal - já fez história em dezembro ao se tornar a primeira cápsula espacial privada a ser enviada a órbita e recuperada posteriormente.

NASA quer criar táxis para transportar astronautas

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Porque pegar ônibus não está à altura de astronautas desse nível…
Por Guilherme Abati
Com o fim do programa do ônibus espacial, a Nasa anunciou a criação de um projeto de fabricação de táxis espaciais para transportar astronautas entre a Terra e a ISS (Estação Espacial Internacional). Para isso, a agência precisa da ajuda de pelo menos mais duas empresas americanas.
O investimento da Nasa deve ficar em torno de 300 a 500 milhões de dólares, segundo o Space
_Vou de táxi “cê” sabe “tava” morrendo de saudade… _
As empresas que firmarem a parceria com a Nasa terão até maio de 2014 para concluir os projetos, para que as naves serem testadas entre 2015 e 2016. Para que, enfim, os astronautas possam ir de táxi a partir de 2017. O táxi terá capacidade para pelo menos quatro astronautas, segundo o National Post. Não foi informado em qual bandeira os táxis vão circular.

Nave espacial de transporte russa Progress chega à ISS

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A nave espacial de transporte russa Progress M-14M, com uma carga de quase 2,6 toneladas, chegou neste sábado à Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou o Centro de Controle de Voos Espaciais (TSOUP) em um comunicado.
Lançada na noite de quarta para quinta-feira a partir do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão, a Progress transporta, principalmente, água e combustível, indicou o centro.
Seis homens estão atualmente a bordo da Estação Espacial Internacional, três russos, dois americanos e um holandês.
A indústria espacial russa teve um 2011 negro, com cinco lançamentos frustrados.
Em outubro, as investigações correspondentes indicaram "negligências" nos exames de controle das naves espaciais.