sábado, 18 de fevereiro de 2012

Asteroide passa de raspão pela Terra nesta sexta

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RIO - Um asteroide, batizado 2012 BX34, vai passar de raspão pela Terra na noite desta sexta-feira. Segundo os últimos cálculos dos astrônomos, o objeto de 11 metros de diâmetro, descoberto na última quarta-feira, chegará a 60 mil quilômetros do planeta, um quinto da distância para a Lua e o mais próximo desde junho do ano passado, mas não apresenta risco de colisão.
- É uma das maiores aproximações já registradas - disse à BBC Gareth Williams, vice-diretor de Centro de Pequenos Planetas, sediado nos EUA. - Ele chega à lista das 20 maiores aproximações, mas está longe o bastante que não há absolutamente nenhuma chance dele bater em nós.
Estimativas anteriores tinham colocado o asteroide como passando a 20 mil quilômetros da Terra, uma distância tão pequena que fica dentro da órbita onde satélites geoestacionários ficam, mas novas observações permitiram a correção dos cálculos de sua trajetória. Embora não seja visível a olho nu, o objeto pode ser acompanhado por astrônomos amadores.
- Já recebemos três séries de observações nas últimas horas de astrônomos do Reino Unido - contou Williams.

Asteróide do tamanho de um ônibus roça a Terra

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Um asteróide do tamanho aproximado de um ônibus roçou a Terra nesta sexta-feira como previsto, sendo um dos objetos espaciais a ficar mais perto de nosso planeta.
O asteróide, chamado 2012 BX34 e que mede de seis a 19 metros de diâmetro não era conhecido até que foi distinguido por um telescópio no Arizona na quarta-feira, disse Gareth Williams, diretor-adjunto da base americana Minor Planet Center que rastreia objetos espaciais.
O objeto passou a cerca de 60.000 km da Terra na sexta-feira por volta das 15h00 GMT (13h00 de Brasília). "Passou muito perto. É um dos 20 objetos espaciais observados que estiveram mais perto da Terra", disse Williams à AFP.
A Nasa anunciou no Twitter na quinta-feira que o asteróide "passaria sem perigo pela Terra em 27 de janeiro".
Williams explicou que como o asteróide era muito pequeno, só pôde ser detectado quando estava perto da Terra e que, apesar de ter sido uma surpresa, não foi nada fora do comum.
"Passou a um sexto da distância da Lua", disse.
"No último ano, detectamos 30 objetos que foram observados na órbita da Lua".

Europa apresenta satélites que medirão o campo magnético da Terra

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Berlim, 17 fev (EFE).- Os três satélites europeus que deverão medir com exatidão o campo magnético da Terra foram apresentados nesta sexta-feira no centro espacial de Ottobrunn, no sul da Alemanha, onde foram submetidos aos últimos testes.
Segundo os planos da Agência Espacial Europeia, os três satélites deverão ser lançados em julho da base russa de Plesetsk, no marco da missão Swarm.
Após algumas semanas, os cientistas esperam os primeiros dados, mas a importância da missão se baseia antes de tudo em uma observação durante um longo período.
Por isso, os satélites deverão colher dados durante pelo menos quatro anos. EFE

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Irã anuncia lançamento de satélite de observação espacial

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               O lançamento aconteceu na presença do presidente Mahmud Ahmadinejad



O Irã anunciou nesta sexta-feira o lançamento com êxito nesta sexta-feira de um pequeno satélite de observação experimental, o terceiro desde 2009.
"O satélite Navid foi lançado com sucesso e deve ser colocado em uma órbita de 250 a 370 km", afirmou Hamid Fazeli, o presidente da Organização Espacial Iraniana.
"O satélite pesa 50 quilos e foi enviado pelo lançador Safir", completou.
O lançamento, no momento em que o Irã celebra o aniversário da Revolução Islâmica de fevereiro de 1979, aconteceu na presença do presidente Mahmud Ahmadinejad, segundo a imprensa oficial.
O Irã lançou com êxito dois pequenos satélites experimentais: Omid em 2009 e Rassad em junho de 2011, com o foguete Safir.
Os lançamentos de satélites iranianos preocupam a comunidade internacional, que teme que o programa espacial permita ao país desenvolver mísseis balísticos capazes de transportar cargas nucleares, o que Teerã nega.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Estação interplanetária russa cairá perto do litoral do Chile

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Moscou, 14 jan (EFE).- Os fragmentos da estação interplanetária russa Fobos-Grunt, que por uma falha ainda não esclarecida ficou na órbita terrestre ao invés de seguir para Marte, cairão neste domingo no Oceano Pacífico perto do litoral do Chile, informou neste sábado a Roscosmos, a agência espacial russa.
"O momento mais provável da queda dos restos do aparelho espacial Fobos-Grunt será às 21h51 no horário de Moscou (15h51 de Brasília) de 15 de janeiro", diz o comunicado.
Na sexta-feira, Roscosmos previa a queda dos fragmentos da estação no Oceano Atlântico e dias antes também cogitou o Oceano Índico.
Pelos dados deste sábado, o equipamento está em órbita a uma altura máxima de 174,2 quilômetros e mínima de 149,7 quilômetros.
"Uma equipe operacional acompanha constantemente a descida do aparelho", indicou a agência espacial russa.
Anteriormente, a agência aeroespacial russa Roscosmos havia informado que o peso total dos 20 a 30 fragmentos da estação Fobos-Grunt que chocarão contra a Terra chegaria a 200 quilos.
Lançada em 9 de novembro, a Fobos-Grunt devia completar uma missão de 34 meses que incluía o voo a Fobos, uma das duas luas de Marte, a descida até a superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com mostras do solo do satélite marciano.
O projeto, com custo de US$ 170 milhões, tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Fobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais no sistema solar.
Neste sábado em Moscou foi anunciada a prorrogação por mais algumas semanas das investigações sobre as causas da falha que impediu o cumprimento da missão. EFE

Descobertos novos planetas que orbitam ao redor de 2 sóis

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Miami, 11 jan (EFE).- Uma equipe de astrônomos encontrou dois novos planetas que orbitam ao redor de dois sóis, um fenômeno que foi observado pela primeira vez na história em setembro do ano passado e que consolida a suspeita de que existem milhões deles na galáxia.
A Universidade da Flórida anunciou nesta quarta-feira a descoberta, da qual participaram alguns de seus astrônomos e que foi possível graças à análise dos dados obtidos pela missão Kepler, da Nasa.
Os cientistas batizaram os planetas de Kepler-34b e Kepler-35b. Ambos orbitam ao redor de uma "estrela binária", um sistema estelar composto de duas estrelas que orbitam mutuamente ao redor de um centro de massas comum.
"Embora a existência destes corpos, chamados de planetas circumbinários, tenha sido prevista há muito tempo, era só uma teoria, até que a equipe descobriu o Kepler-16b em setembro de 2011", explicou a instituição em comunicado.
Kepler-16b foi batizado então como "Tatooine", em referência ao desértico planeta dos filmes "Guerras nas Estrelas", que tinha a peculiaridade de contar com dois sóis.
"Durante muito tempo tínhamos achado que esta classe de planetas era possível, mas foi muito difícil de detectar por diversas razões técnicas", explicou o professor associado de Astronomia da Universidade da Flórida, Eric Ford.
Ford acrescentou que a descoberta de Kepler-34b e Kepler-35b, que será publicada nesta quinta-feira na edição digital da revista "Nature", somado à de Kepler-16b em setembro, "demonstra que na galáxia há milhões de planetas orbitando duas estrelas".
Acredita-se que os dois planetas recém-descobertos são formados fundamentalmente por hidrogênio e que são quentes demais para abrigar vida. São dois gigantes de gás de muito pouca densidade, comparáveis em tamanho a Júpiter, mas com muito menos massa.
Kepler-34b é 24% menor que Júpiter, mas tem 78% menos massa, e pode completar uma órbita em 288 dias terrestres. Já Kepler-35b é 26% menor, tem uma massa 88% inferior e demora apenas 131 dias para dar uma volta completa em seus dois sóis.
"Os planetas circumbinários podem ter climas muito complexos durante cada ano alienígena, já que a distância entre o planeta e cada estrela muda significativamente durante cada período orbital", explicou Ford.
A missão Kepler, que começou em março de 2009, utiliza um telescópio para observar uma pequena porção da Via Láctea. Os astrônomos analisam os dados procedentes do telescópio e buscam aqueles que mostram um escurecimento periódico que indique que um planeta cruza a frente de sua estrela anfitriã.
O objetivo da missão é encontrar planetas do tamanho da Terra na zona habitável das órbitas das estrelas (onde um planeta pode ter água líquida em sua superfície).
"A maioria das estrelas similares ao Sol na galáxia não está sozinha, como o sol da Terra, mas tem um 'parceiro de dança' e forma um sistema binário", explicou a Universidade da Flórida.
De fato, a missão Kepler já identificou 2.165 estrelas binárias eclipsantes (que tapam uma a outra desde a perspectiva do telescópio) entre as mais de 160 mil estrelas observadas até o momento. EFE

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Imagem detalha formação de novas estrelas em galáxia perto da Terra

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RIO - Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) obtiveram a mais detalhada imagem da galáxia espiral NGC 253 e descobriram que ela está passando por um intenso processo de formação de novas estrelas. Localizada a 11,5 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação do Escultor, a galáxia é uma das mais brilhantes do céu e facilmente observável com binóculos, só perdendo em brilho para a gigantesca Andrômeda, vizinha mais próxima da Via Láctea.

Utilizando o telescópio de rastreamento VST (sigla do inglês VLT Survey Telescope), os cientistas observaram que o surgimento de novas estrelas se dá por toda a galáxia e classificaram-na como uma "galáxia de formação estelar explosiva". Os muitos pontos brilhantes que polvilham a imagem são verdadeiros berçários estelares, onde estrelas jovens e quentes começam a brilhar. A radiação emitida por estas "bebês" gigantes azuis e brancas faz brilhar intensamente as nuvens de hidrogênio ao seu redor (em verde na imagem).

Em 2009, O VLT e o telescópio espacial Hubble mostraram que a NGC 253 abriga em seu centro um buraco negro supermassivo com propriedades muito semelhantes às do buraco negro que se esconde no centro da Via Láctea. A imagem ampliada não só dá aos cientistas a possibilidade de inspecionar detalhadamente a formação estelar nos braços em espiral da galáxia como também revela uma rica tapeçaria de fundo, composta por galáxias muito mais distantes que a NGC 253.