sábado, 18 de fevereiro de 2012
Asteroide passa de raspão pela Terra nesta sexta
Asteróide do tamanho de um ônibus roça a Terra
Europa apresenta satélites que medirão o campo magnético da Terra
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Irã anuncia lançamento de satélite de observação espacial
O Irã anunciou nesta sexta-feira o lançamento com êxito nesta sexta-feira de um pequeno satélite de observação experimental, o terceiro desde 2009.
"O satélite Navid foi lançado com sucesso e deve ser colocado em uma órbita de 250 a 370 km", afirmou Hamid Fazeli, o presidente da Organização Espacial Iraniana.
"O satélite pesa 50 quilos e foi enviado pelo lançador Safir", completou.
O lançamento, no momento em que o Irã celebra o aniversário da Revolução Islâmica de fevereiro de 1979, aconteceu na presença do presidente Mahmud Ahmadinejad, segundo a imprensa oficial.
O Irã lançou com êxito dois pequenos satélites experimentais: Omid em 2009 e Rassad em junho de 2011, com o foguete Safir.
Os lançamentos de satélites iranianos preocupam a comunidade internacional, que teme que o programa espacial permita ao país desenvolver mísseis balísticos capazes de transportar cargas nucleares, o que Teerã nega.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Estação interplanetária russa cairá perto do litoral do Chile
Moscou, 14 jan (EFE).- Os fragmentos da estação interplanetária russa Fobos-Grunt, que por uma falha ainda não esclarecida ficou na órbita terrestre ao invés de seguir para Marte, cairão neste domingo no Oceano Pacífico perto do litoral do Chile, informou neste sábado a Roscosmos, a agência espacial russa."O momento mais provável da queda dos restos do aparelho espacial Fobos-Grunt será às 21h51 no horário de Moscou (15h51 de Brasília) de 15 de janeiro", diz o comunicado.Na sexta-feira, Roscosmos previa a queda dos fragmentos da estação no Oceano Atlântico e dias antes também cogitou o Oceano Índico.Pelos dados deste sábado, o equipamento está em órbita a uma altura máxima de 174,2 quilômetros e mínima de 149,7 quilômetros."Uma equipe operacional acompanha constantemente a descida do aparelho", indicou a agência espacial russa.Anteriormente, a agência aeroespacial russa Roscosmos havia informado que o peso total dos 20 a 30 fragmentos da estação Fobos-Grunt que chocarão contra a Terra chegaria a 200 quilos.Lançada em 9 de novembro, a Fobos-Grunt devia completar uma missão de 34 meses que incluía o voo a Fobos, uma das duas luas de Marte, a descida até a superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com mostras do solo do satélite marciano.O projeto, com custo de US$ 170 milhões, tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Fobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais no sistema solar.Neste sábado em Moscou foi anunciada a prorrogação por mais algumas semanas das investigações sobre as causas da falha que impediu o cumprimento da missão. EFE
Descobertos novos planetas que orbitam ao redor de 2 sóis
A Universidade da Flórida anunciou nesta quarta-feira a descoberta, da qual participaram alguns de seus astrônomos e que foi possível graças à análise dos dados obtidos pela missão Kepler, da Nasa.
Os cientistas batizaram os planetas de Kepler-34b e Kepler-35b. Ambos orbitam ao redor de uma "estrela binária", um sistema estelar composto de duas estrelas que orbitam mutuamente ao redor de um centro de massas comum.
"Embora a existência destes corpos, chamados de planetas circumbinários, tenha sido prevista há muito tempo, era só uma teoria, até que a equipe descobriu o Kepler-16b em setembro de 2011", explicou a instituição em comunicado.
Kepler-16b foi batizado então como "Tatooine", em referência ao desértico planeta dos filmes "Guerras nas Estrelas", que tinha a peculiaridade de contar com dois sóis.
"Durante muito tempo tínhamos achado que esta classe de planetas era possível, mas foi muito difícil de detectar por diversas razões técnicas", explicou o professor associado de Astronomia da Universidade da Flórida, Eric Ford.
Ford acrescentou que a descoberta de Kepler-34b e Kepler-35b, que será publicada nesta quinta-feira na edição digital da revista "Nature", somado à de Kepler-16b em setembro, "demonstra que na galáxia há milhões de planetas orbitando duas estrelas".
Acredita-se que os dois planetas recém-descobertos são formados fundamentalmente por hidrogênio e que são quentes demais para abrigar vida. São dois gigantes de gás de muito pouca densidade, comparáveis em tamanho a Júpiter, mas com muito menos massa.
Kepler-34b é 24% menor que Júpiter, mas tem 78% menos massa, e pode completar uma órbita em 288 dias terrestres. Já Kepler-35b é 26% menor, tem uma massa 88% inferior e demora apenas 131 dias para dar uma volta completa em seus dois sóis.
"Os planetas circumbinários podem ter climas muito complexos durante cada ano alienígena, já que a distância entre o planeta e cada estrela muda significativamente durante cada período orbital", explicou Ford.
A missão Kepler, que começou em março de 2009, utiliza um telescópio para observar uma pequena porção da Via Láctea. Os astrônomos analisam os dados procedentes do telescópio e buscam aqueles que mostram um escurecimento periódico que indique que um planeta cruza a frente de sua estrela anfitriã.
O objetivo da missão é encontrar planetas do tamanho da Terra na zona habitável das órbitas das estrelas (onde um planeta pode ter água líquida em sua superfície).
"A maioria das estrelas similares ao Sol na galáxia não está sozinha, como o sol da Terra, mas tem um 'parceiro de dança' e forma um sistema binário", explicou a Universidade da Flórida.
De fato, a missão Kepler já identificou 2.165 estrelas binárias eclipsantes (que tapam uma a outra desde a perspectiva do telescópio) entre as mais de 160 mil estrelas observadas até o momento. EFE
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Imagem detalha formação de novas estrelas em galáxia perto da Terra
RIO - Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) obtiveram a mais detalhada imagem da galáxia espiral NGC 253 e descobriram que ela está passando por um intenso processo de formação de novas estrelas. Localizada a 11,5 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação do Escultor, a galáxia é uma das mais brilhantes do céu e facilmente observável com binóculos, só perdendo em brilho para a gigantesca Andrômeda, vizinha mais próxima da Via Láctea.
Utilizando o telescópio de rastreamento VST (sigla do inglês VLT Survey Telescope), os cientistas observaram que o surgimento de novas estrelas se dá por toda a galáxia e classificaram-na como uma "galáxia de formação estelar explosiva". Os muitos pontos brilhantes que polvilham a imagem são verdadeiros berçários estelares, onde estrelas jovens e quentes começam a brilhar. A radiação emitida por estas "bebês" gigantes azuis e brancas faz brilhar intensamente as nuvens de hidrogênio ao seu redor (em verde na imagem).
Em 2009, O VLT e o telescópio espacial Hubble mostraram que a NGC 253 abriga em seu centro um buraco negro supermassivo com propriedades muito semelhantes às do buraco negro que se esconde no centro da Via Láctea. A imagem ampliada não só dá aos cientistas a possibilidade de inspecionar detalhadamente a formação estelar nos braços em espiral da galáxia como também revela uma rica tapeçaria de fundo, composta por galáxias muito mais distantes que a NGC 253.
